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Tratamentos

Transplante de Córnea

O transplante de córnea é a mais comum modalidade de transplante de tecidos. Nos Estados Unidos são feitos cerca de 35.000 transplantes de córnea por ano, com sucesso de 90% em casos de bom prognóstico.


Banco de Olhos

Um banco de olhos é uma entidade sem fins lucrativos que recebe doações, prepara e distribui córneas para transplante, ensino e pesquisa. O Banco de olhos não escolhe e nem tem preferência de qualquer espécie, pois a pessoa que irá receber os olhos entrará numa lista de espera seguindo uma ordem cronológica de inscrição. Se os olhos doados forem de cor diferente da do olho do paciente que irá receber, não haverá problema, pois as partes dos olhos que serão utilizados não influenciam na cor. Não há idade limite para ser doador. O paciente pode ter qualquer idade para ser beneficiado com o transplante.

A equipe técnica de um banco de olhos é normalmente composta por especialistas em oftalmologia e outros profissionais. No Brasil podemos encontrar estes serviços ligados aos centros de transplantes de órgãos, normalmente vinculados às secretarias estaduais de saúde nos diversos estados do país.


Indicação

Esse tipo de cirurgia é indicado quando existe a perda da integridade da córnea, opacidades corneanas, ceratocone avançado e doenças que afetem o endotélio da córnea. Normalmente os tipos de anestesias que podem ser a geral ou local, dependendo da idade, cooperação do paciente e das condições do olho.


Transplante de córnea

O transplante é uma cirurgia em há a substituição da porção central da córnea doente por uma córnea sadia doada. A nova córnea é fixada com um fio especial mais fino que um fio de cabelo, com o auxílio de um microscópio cirúrgico.

A cirurgia apresenta alta porcentagem de sucesso. Normalmente varia entre 80 e 90% de sucesso em situações não complicadas (de acordo com estatísticas mundiais). Em casos complicados, a taxa de sucesso pode diminuir conforme a complexidade e da patologia ocular.

Os principais riscos de um transplante de córnea são: falência primária e rejeição. Na falência primária, a córnea doada não apresenta bom funcionamento. Isto é percebido no primeiro mês pós-cirurgia. Neste caso, deve ser feita outra cirurgia. Na rejeição a córnea apresenta bom funcionamento inicial e algum período após, o paciente pode apresentar diminuição da visão e vermelhidão ocular. É importante o diagnóstico e o tratamento precoce para a recuperação. O período crítico para rejeição é no primeiro ano. Porém, o paciente pode apresentar rejeição em qualquer momento durante sua vida. Grande parte das rejeições pode ser tratada com sucesso se forem diagnosticadas no início. Existe a possibilidade de se realizar outro transplante após a rejeição.

Após a cirurgia o paciente deverá usar colírios de corticoide e antibiótico. Deve-se evitar esforço físico no período de cicatrização e dormir do lado contra lateral ao olho operado. As córneas doadas passam por um processo de avaliação quanto à sua condição óptica, sendo utilizadas somente córneas que apresentem boa perspectiva para o sucesso do transplante. Mesmo assim, em alguns casos a córnea pode não funcionar adequadamente. São também realizados exames sorológicos nos doadores para descartar possíveis doenças infecciosas (HIV, Hepatite B e C).

Geralmente os resultados visuais após transplante de córnea são muito satisfatórios. A visão do paciente depende também da integridade de outras estruturas oculares. Após o transplante, pode levar meses para a visão atingir seu potencial, porém após algumas semanas o paciente já poderá perceber melhora.


Transplante de endotélio (DSAEK/DMEK)

O objetivo principal da nova técnica é evitar a remoção total da córnea, trocando apenas a parte interna (endotélio e descemet) que está comprometida. A principal vantagem da técnica está no tempo de recuperação visual, que é muito mais rápido comparativamente com a ceratoplastia penetrante, também conhecida como transplante penetrante, em torno de 12 meses e o DSAEK/DMEK apenas 01 mês.


Vantagens fundamentais
 

A cirurgia com câmara anterior fechada minimiza a possibilidade de complicações no momento em que o globo ocular está aberto, tal como hemorragia expulsiva ocorre no transplante penetrante.

A recuperação é muito mais rápida. Como não há necessidade de suturas, a refração se estabiliza de forma mais rápida. Em geral, em 1 mês a maioria dos pacientes está com 20/40 (75%) ou mais de visão. A possibilidade de rejeição é pequena e a reação inflamatória intraocular mínima.

O transplante endotélio(DSAEK/DMEK) oferece uma melhor recuperação visual e um curso clínico menos prolongado do que o transplante penetrante padrão. Em um transplante tradicional da córnea de uma incisão é feita espessura total, criando uma abertura circular na frente do olho que requer suturas muitos para garantir o transplante. No DSAEK/DMEK a córnea é inserida através de uma pequena incisão; o enxerto é então apoiado por uma bolha de ar até que ele se estabilize.

Devido ao transplante DSAEK/DMEK não necessitar de suturas, há menor irregularidade induzida ou alteração na curvatura da córnea receptora (astigmatismo).  A incisão cirúrgica é menor e não alterar muito a integridade do olho.


Transplante Lamelar de Córnea (DALK)

Deep Anterior Ceratoplastia lamelar (DALK) é um novo método de transplante de córnea para as doenças da córnea, como ceratocone anterior, cicatrizes na córnea e distrofias estromais. Apenas as camadas doentes da parte anterior (mais superficial) da córnea são substituídas e a camada mais interna, o endotélio, é mantida. Devido à substituição de apenas parte da córnea há menor risco de rejeição e os medicamentos corticosteroide podem ser interrompidos depois de apenas seis semanas.

Interrupção da medicação corticosteroide diminui o risco de glaucoma ou catarata, que é uma preocupação com o uso de corticosteroides. Uma vez que os corticosteroide são interrompidos mais cedo, a ferida cicatriza mais rapidamente e as suturas da córnea podem ser removidas muito mais cedo do que com um transplante de espessura total.

Menor grau de sutura astigmatismo pós-operatório relacionado também tem sido relatada com DALK em comparação com os enxertos de espessura total. O transplante de espessura padrão completa é viável em média 20 anos. Ao reter a camada endotelial com DALK, o transplante de córnea deve durar muito mais tempo.

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