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Doenças

Ceratocone

O ceratocone é uma deformidade corneana, em que há uma protrusão e afinamento progressivo da córnea, que leva a diminuição da visão, por astigmatismo irregular e aberrações visuais.

A suspeita do ceratocone ocorre naqueles pacientes que apresentam aumento progressivo do grau dos óculos, principalmente do astigmatismo, além do aumento da curvatura corneana. A história típica do paciente portador de ceratocone é de trocas frequentes de grau de óculos, que passam a ser insuficientes para melhora da visão, até que haja necessidade de lentes de contato para se ter uma boa visão.

O diagnóstico do ceratocone é clínico, entretanto a confirmação diagnóstica é realizada pela topografia e paquimetria corneana. A topografia corneana fornece um mapa preciso das curvaturas corneanas, em escala de cores, que permite o diagnóstico e classificação do tipo de ceratocone. Na paquimetria, habitualmente encontra-se valores abaixo dos normais, ou seja, a córnea é delgada.

Frequentemente há associação do ceratocone com conjuntivites alérgicas. Postula-se haver uma relação entre o ato de coçar os olhos e a evolução do ceratocone.

A evolução do ceratocone é extremamente variável entre os olhos do mesmo paciente e entre pacientes diferentes. Esta evolução pode ser lenta ou rápida, simétrica ou assimétrica (mais comum).

Tratamento

Em ceratocones iniciais a visão pode ser corrigida com óculos ou lentes de contato rígidas ou até mesmo gelatinosas. Caso haja evidencia de progressão da doença e/ou intolerância ao uso de lentes de contato pode-se realizar o implante do Anel de Ferrara.

O anel de Ferrara consiste em segmentos “plástico-acrílicos”, introduzidos dentro da córnea a fim de se corrigir a deformidade, melhorar a visão e a adaptação de lentes de contato. A cirurgia tem com finalidade melhorar a irregularidade corneana.



Em casos extremos, de ceratocones avançados em que não se consegue boa visão com lentes de contato, realiza-se então o transplante de córnea, que pode ser lamelar ou penetrante. No transplante de córnea lamelar, remove-se 90% do tecido corneano, mas o endotélio, a região mais profunda da córnea, permanece intacto, não é removido. No transplante penetrante toda a córnea receptora é removida e substituída pela córnea doadora.

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